A experiência pessoal é tudo

E assim, voltamos a começar desde o princípio, como se todo aprendizado tivesse sido inútil. Continuava impossível para mim permanecer sem intenção dentro, como se fosse possível escapar de um caminho por demais viciado, até que um dia perguntei ao mestre:

“Como o disparo pode ocorrer, se não for eu que o fizer acontecer?

Algo dispara”, respondeu-me.

“Já ouvi essa resposta outras vezes. Modifico, pois, a pergunta: como posso esperar pelo disparo, esquecido de mim mesmo, se eu não posso estar presente?”

Algo permanece na tensão máxima”.

“E o que é esse algo?”

“Quando o senhor souber a resposta, não precisará mais de mim. E se eu lhe der alguma pista, poupando-o da experiência pessoal, serei o pior dos mestres, merecendo ser dispensado. Por isso, não falemos mais! Pratiquemos!”

(Eugen Herrigel, em “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”)
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